Isabel Menéres Campos, Presidente da Concelhia do CDS-PP Porto, fez o discurso de abertura do Conselho Nacional da Juventude Popular que se realizou no Porto.

15-05-2021


Segue um excerto das palavras que proferidas:

 ["Boas vindas a todos a este Conselho Nacional, na cidade do Porto.(...)Vivemos um período muito difícil das nossas vidas. Confesso que me comoveu imenso, há dias, ver numas fotografias partilhadas no Facebook pelo Zeca Couceiro da Costa, os meus alunos da Faculdade, a festejarem a Queima das Fitas de modo informal (três ou quatro). 

Pelo segundo ano consecutivo, os estudantes não tiveram Queima das Fitas! Isto não é compatível com a nossa sã convivência em democracia e em liberdade. Parece que vivemos todos com medo: medo da pandemia, mas sobretudo medo de dizer que somos do CDS, medo de dizer que somos de direita. Medo de sermos coerentes e de tomar atitudes de direita: com a justificação de sermos institucionalistas, vamo-nos conformando com medidas que suprimem a nossa liberdade sem justificação. Com a contribuição da comunicação social, associa-se a DIREITA ao ultraconservadorismo, à estagnação, a uma perspectiva bafienta da política, obcecada com as glórias do passado ou arreigada a estereótipos ultrapassados. Isso é para outras esferas! O CDS não é nada disso! Mas é preciso que o CDS assuma claramente e sem medos o que é, de forma coerente e que não confunda os que se revêem no nosso projecto. 

Estamos claramente condicionados. O país anda perdido na sedução das micro-causas de indignação diárias e do politicamente correcto!  Activistas, feministas, antifas, ambientalistas e veganas, os da linguagem inclusiva. Desde os disparates mais delirantes, às coisas mais fúteis. Há um discurso de arrogância e superioridade moral e as pessoas comportam-se de forma irracional e fútil: seguem o rebanho. A moda é negar a existência de valores de orientação permanente, numa onda de laicismo progressista, acha-se que SER MODERNO é incompatível com os princípios humanistas.(...)

Não se acanhem. Nós também temos a nossa proposta radical: somos de direita, moderada mas assumidamente de DIREITA. O que é radical é assumir com as letras todas e ser coerente. Somos de DIREITA. Isso do centrismo em política não existe. E o CDS é um partido assumidamente de direita humanista e liberal: queremos liberdade nas nossas escolhas, liberdade para crescermos e vivermos sem as amarras do Estado, livres do socialismo pedinte, livres desta politização da vida pessoal e da colectivização das opiniões. Isto está para os extremos.

 A cedência ao discurso extremista é fácil: só nos distrai dos problemas reais que a adesão às questões identitárias não resolve. Interessam-me muito pouco esses temas: como diz um amigo meu, o que mata mais no mundo é a pobreza e os mosquitos. Em Portugal não temos o problema dos mosquitos, mas temos o problema da pobreza. Isso é que é ser do CDS: olhar para o drama humano da pobreza e apresentar propostas para a combater. E a pobreza combate-se com liberdade económica e liberdade para cada um gerir a sua própria vida e as suas escolhas, sem a interposição do Estado. Cada ser humano é único e irrepetível e, por isso, a escala de valores que o CDS defende assenta sempre na Vida e na Liberdade. 

As nossas políticas têm de ter sempre presentes estes dois pilares! Olho para esta plateia e tenho esperança é que esta JP que não adere a estas modinhas do politicamente correcto, da cultura do cancelamento e do moderninho! É uma JP irreverente e contemporânea, inquieta, que não é instalada e que ainda acredita que vale a pena lutar pelo nosso país! Que respeita e que é respeitada! Meus amigos, são a nossa esperança! Exemplo disso é terem tido a coragem de realizar um Conselho Nacional presencial: sem medo! A convivência, a amizade e as relações pessoais são valores a respeitar e, por isso, o contacto pessoal é fundamental. Bem hajam! (...)"

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